quarta-feira, 22 de maio de 2013

Absolution - Volume 01



Todo mundo que é fã de super-heróis já ouviu alguém perguntando: "Por que o Batman simplesmente não mata o Coringa ?", ou alguma variante dessa mesma pergunta. Eu acho que nós podemos responder isso de duas formas diferentes.  Primeiro: O Batman, ou qualquer outro super herói NÃO MATA, eles são nossas esperanças de bons moços lutando por tudo o que é certo, e, Segundo: Por que daria uma grande merda. E Absolution é sobre isso: Quando uma grande merda acontece.

Christos Gage criou o mundo de Absolution, com uma mistura de Marvel e Law and Order. Pessoas com super poderes são reais, mas são devidamente registradas pelo governo, e algumas delas, como John Dusk, trabalham diretamente com a polícia. É um mundo sujo e violento; estupradores, nazistas, serial killers, eles estão todos lá fora e os cidadãos só podem contar com tiras como Dusk parar impedi-los. Mas nem sempre isso acontece, às vezes eles escapam da lei, e voltam às ruas pra machucar mais gente inocente.

Nosso amigo John Dusk é um cara legal, e ele sabe o que fazer, ele cruza a linha, pensando no bem maior, e começa a executar todos esses monstros. E é daí pra frente que as coisas ficam realmente ruins.



Edição 00
Edição 01
Edição 02
Edição 03
Edição 04
DESCULPA CARAS MAS NÃO ACHEI ESSA EDIÇÃO
Edição 06

Acho interessante esse tipo de discussão sendo levada por esse ângulo, tirando toda a "cor" por trás dessa série, fica a velha pergunta, sobre os fins justificarem ou não os meios. Não é raro a gente ouvir algum notícia na internet ou na televisão, e pensar "alguém devia enfiar uma bala nesse cara", não é incomum a gente julgar que alguém é uma ameça sem cura. Acredito que as pessoas nunca podem deixar de se questionar esse tipo de coisa, pra não correr o risco de ter o julgamento nublado, e acabar como o Frank Miller ou outro velho fascista.

MAS isso ainda é só um um quadrinho, então, fiquem felizes pois o Christos Gage deu sinal de vida e ele e seu matador de criminosos vão voltar em breve com mais uma mini série. Manja aí as primeiras imagens do projeto.



E por último, minha favorita...


PS: Meus mais sinceros agradecimentos (com beijos molhados) ao amigo Jair, o bucaneiro mais temido da blogosfera scanzeira, por ter encontrado essas revistas quando todos os meus outros contatos falharam. Visitem este lobo do mar em http://www.coringa-files.com/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

The Village - Primeira Temporada


The Village não é o tipo de coisa que eu costumo assistir, já que não envolve robôs, demônios, viagens no tempo ou robôs demônios viajantes do tempo. A proposta é que a série tenha sete temporadas, e companhe a vida de Bert Middleton (interpretado por um velhinho muito simpático chamado David Ryall), desde sua infância, passando pela  idade adulta até chegar a terceira idade (o "tempo presente") onde ele é o segundo homem mais velho da Inglaterra.

O velho Bert
Achei muito bem executado, o modo como Bert e todo o grande elenco secundário servem como uma espécie de microverso, para o autor falar de tudo que acontecia na Inglaterra e no mundo, durante a Primeira Grande Guerra.

Jovem Bert

Se tudo der certo, ano que vem The Village volta com uma segunda temporada ambientada durante os anos 20.

[CLICA E BAIXA, FI]

terça-feira, 14 de maio de 2013

DC lança um monte de coisas que você não tem dinheiro pra comprar

Existem coisas na vida, que não importa quanto dinheiro você tenha, nunca vai poder ter, coisas tais como, dignidade, felicidade, e claro, todas essas trapizongas que a DC lança. Manja os lançamentos deles pra Agosto.

Atomic Wonder Woman 

Nightmare Batman 
Esses dois primeiros são personagens do jogo Infinite Crisis. Alguém tá jogando esse negócio ?

Batwoman, edição limitada com "apenas" 5200 unidades
Coringa bronzeado emulando o traço do Brian Bolland
Arlequina

Batguria steampunk, caso você ainda não tenha cansadoo disso
Charada, no visual de Arkham City

Agora, a linha mais BONECRINHO da DC...

Adão Negro dos Novos 52

Pandora Sinistra, e o crânio de cristal do Indinana Jones ?
Batman e Bane do Arkham Asylum
Pinguim e um thug maneta, no visual do Arkham City


Harley Quinn e Mr Hammer, também de Arkham City



"seven pack"

E, por último e mais importante: Batman Arkham Origins - Series 01




Apesar de parecer meio bobo, eu realmente gosto da ideia básica do Máscara Negra, ele tem o charme de um chefe mafioso e a distinção de um super vilão. Acredito que vai ser bem aproveitado no jogo novo. Agora é esperar pra ver o Exterminador versão bonecrinho.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Artistas dos quadrinhos retratados por fãs

Neil Gaiman, por Jeff Zachowski
Jack Kirby, por Mario Zuccarello
Thomas Ott, por Benjamin Buntaine

Joss Whedon, por Anna Rettberg

Kevin Smith, por Jodee

Jodorowski, por Ricardo
Warren Ellis, por Carlos
Stan Lee, por Fernando
Steve Niles zumbi, por Josh
Grant Morrison, por Serge Foglio
Robert Kirkman, por por Joey Zero

Dr. Alan Strange Moore e Grant Morrison, por Danielle Dantas
Alan Moore e, por Brian Williamson
Frank Quitely, por Christian Ward



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Apagão - Cidade Sem Lei/Luz

Não é raro a gente acabar tropeçando em um ou outro projeto interessante precisando de apoio, desde que essas paradas de crowdfunding tomaram força, muita gente tem tentado a sorte pra divulgar seus trabalhos. Pois bem, Apagão não é um desses projetos, Apagão é uma hq que PRECISA acontecer, e você VAI ajudar os caras, ou eu vou aí quebrar seu joelho.

                             

Falando sério, o Raphael Fernandes é um cara conhecido nos quadrinhos nacionais, escreve o Ditadura no Ar, é editor a MAD, e do Contraversão, solta pipa joga bola e tudo mais. Manjem o vídeo do rapaz.


Uma São Paulo pós-apocalíptica no mesmo clima de Akira/DMZ, com gangs no estilo do Warriors ? O mundo precisa ver isso ir pra frente! Quadrinho nacional não pode ser só Lourenço Mutareli e Angeli, minha gente, nós precisamos fazer isso acontecer. E pra isso acesse o catarse, e ponha mão no bolso, as recompensas são bem maneiras e valem o investimento.

Se vocês não ajudarem, seremos amaldiçoados por um mundo onde os únicos quadrinhos alternativos do Brasil serão feitos pelo Savio...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Negative Burn #13


Negative Burn é o tipo de coisa que você TEM que mostrar pra todo mundo que você conhece e curte quadrinhos... Provavelmente isso quer dizer que você só vai mostrar pra mais umas duas ou três pessoas, mas não importa, por que, ignorando o fato de sua vida ser um fracasso, a revista é fantástica.

Lembram da nossa nossa querida revista Animal ? O clima de Negative Burn me lembra algo nesse estilo, anárquico, com um bom número de artistas talentosos jogando idéias experimentais nas páginas. O diferencial dessa publicação é o número de artistas conhecidos do mercado, ainda em início de carreira, ou em períodos mais autorais.

Essa edição em específico trás a primeira história de Estranhos no Paraíso, do Terry Moore (aquele cara que só é conhecido por, bem, Estranhos no Paraíso); uma "tirinha" bizarra do sr Brian Bolland, um poema do Alan Moore ilustrado por seu camarada Neil Gaiman, e uma história cabeçuda escrita e desenhada por Brian Michael Bendis (aquele cara que escreve todas as vinte revistas dos Vingadores, desde 1990).

rabiscos do Neil Gaiman
O pessoal do Gibiscuits ficou de traduzir mais edições em um futuro próximo, e espero que isso realmente aconteça. É muito bom ver um grupo de "amadores", disponibilizando um material tão interessante, que certamente nunca vai chegar a ganhar uma versão nacional.

PS: O link de download também foi roubado do blog deles

domingo, 21 de abril de 2013

SKIN

"Nosso pequeno skin não quer ser bonito"
Foda-se. Peter Milligan NÃO nasceu pra escrever nada como Lanternas Vermelhos, Liga da Justiça Dark ou qualquer título pseudo badboy que as grandes editoras tenham. Milligan é o cara de O Extremista, de Shade, o homem mutável; Milligan é o cara injustiçado da "invasão britânica", e seus quadrinhos são furiosos. Skin é o exemplo máximo disso.


vaza playboyzada
Você sabem o que é talidomida ? Bom, eu não sabia exatamente, e só conseguia lembrar da letra da UDR: "eu era uma criança deprimida, por que a minha mãe tomou talidomida". Então, se você é ignorante como eu, aqui vai a versão resumida: talidomida foi uma droga inventada na Alemanha, servia como sedativo, fizeram uns testes e disseram "ok, grávidas, isso é seguro pra vocês e seus girinos", mas não era exatamente verdade. A química do remédio afetou os bebês, ainda em desenvolvimento, e eles começaram a nascer sem cérebro, sem os olhos, sem canal retal. Os que sobreviveram, na maioria eram vítimas de deformidades menos agressivas, como a "focomelia"

Martin Chadinha é um "talidomida", mas acima de tudo, ele é um skinhead. Ter 15 anos é sempre uma merda, mas é especialmente fodido se você não pode bater uma, ou limpar a própria bunda. Pior que não poder fazer essas coisas, é não poder impedir as pessoas de sempre te verem como uma aberração. Junte isso com a inabilidade social de todo adolescente, e o que você tem é o skinzinho mais durão que o Reino Unido já pariu.


Como eu disse no iníco, essa história é furiosa, rápida e violenta como uma treta as quatro da manhã, na saída de um daqueles bares ruins que a gente insiste em frequentar. Skin vai te deixar com gosto de sangue na boca, Se eu fosse um pouco mais pedante diria que é "leitura obrigatória".

[DOWNLOAD]

PS: link roubado do pessoal do Gibiscuits