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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Se a Era de Prata fosse hoje

Taí uma zuera dos caras do College of Humor, trazendo grandes "problemas" do nosso cotidiano, pro universo DC.






terça-feira, 14 de maio de 2013

DC lança um monte de coisas que você não tem dinheiro pra comprar

Existem coisas na vida, que não importa quanto dinheiro você tenha, nunca vai poder ter, coisas tais como, dignidade, felicidade, e claro, todas essas trapizongas que a DC lança. Manja os lançamentos deles pra Agosto.

Atomic Wonder Woman 

Nightmare Batman 
Esses dois primeiros são personagens do jogo Infinite Crisis. Alguém tá jogando esse negócio ?

Batwoman, edição limitada com "apenas" 5200 unidades
Coringa bronzeado emulando o traço do Brian Bolland
Arlequina

Batguria steampunk, caso você ainda não tenha cansadoo disso
Charada, no visual de Arkham City

Agora, a linha mais BONECRINHO da DC...

Adão Negro dos Novos 52

Pandora Sinistra, e o crânio de cristal do Indinana Jones ?
Batman e Bane do Arkham Asylum
Pinguim e um thug maneta, no visual do Arkham City


Harley Quinn e Mr Hammer, também de Arkham City



"seven pack"

E, por último e mais importante: Batman Arkham Origins - Series 01




Apesar de parecer meio bobo, eu realmente gosto da ideia básica do Máscara Negra, ele tem o charme de um chefe mafioso e a distinção de um super vilão. Acredito que vai ser bem aproveitado no jogo novo. Agora é esperar pra ver o Exterminador versão bonecrinho.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Batman - Death by Design



Uns meses atrás, entrei no Comics Alliance, e todo mundo lá parecia feliz por Chip Kidd estar escrevendo uma nova e possívelmente fantastica graphic novel do Batman. Tudo bem por mim, exceto por eu não fazer idéia de quem diabos era Chip Kidd. Lembro de ter pesquisado um pouco na época e ter ficado um pouco decepcionado por ele não ser um garoto chimpanzé. Na verdade, o cara é um capista conhecido e um grande fã dos personagens da DC, em especial, do Batman.


Não é o Chip Kidd, mas quem se importa ?

O tempo passou, os piratas fizeram seu trabalho, e nesse exato momento, acabei de ler o meu scan de Death by Design. A história se passa numa Gotham da Era de Ouro, com toda aquela classe e extravagância dos anos 20, com algumas tecnologias que certamente não existiam na época (e nem hoje), como um pulp urbano, que o proprio Batman já tinha esperimentado na animação clássica do Bruce Timm. Para entrar no clima, eu recomendo que vocês relembrem a introdução mais bolada dos desenhos da DC.



O ano é 1920ealgumacoisa e a cidade de Gotham esta dividida por conta do projeto de revitalização, que pretende derrubar a  (nem tão) boa e (muito) velha Estação Central Wayne, uma versão gótica art noveau e gigante da Estação da Sé. Bruce Wayne é o homem por trás do novo projeto, disposto a livrar a cidade da querida e inútil estação, pra trazer ao mundo algo não menos romântico, mas mais funcional; do outro lado temos Cyndia Syl (que porra de nome é esse ?) uma "preservacionista urbana" lutando a salvar o lugar. Mas então POW, um guindaste cai do céu, e as coisas começam a ficar mais complicadas. O acidente poderia ter sido uma tentativa de assassinato ? Existiriam interesses escusos por tras da demolição da estação ? O Coringa vai aparecer em algum momento ? Estamos em Gotham, então, claro que a resposta pra tudo isso é um grande "SIM".


Batman observa a queda do Beetlejuice maneta 

É sempre uma merda voltar ao velho ritmo quando fico tanto tmpo sem escrever, vocês sabem, então, o que mais posso comentar  ? A arte, do tal Dave Taylor é realmente muito boa, e eu só posso imaginar quanto trabalho ele teve pra desenhar todas as cenas grandes, em especial os painéis com visão panaorâmica da cidade. O "design" do título da história não é em vão, toda apresentação da revista é muito bem pensada nesse sentido, os próprios predios ganham personalidade e voz através de personagens como o jornalista Richard Frankn e o sindicalista Bart Loar. A composição dos quadros também brinca um pouco com a estrutura básica das hqs, e faz isso de uma forma tão naturalista, que corre o risco de você nem notar. E o note que  o novo vigilante mascarado da cidade também é uma espécie de brincadeira com as estruturas básicas da personalidade do próprio Batman.

Enfim, baixem, comprem, roubem. E depois que fizerem isso, me expliquem por que o Coringa estava nessa história.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Flash #01

Oi, meu nome é Roger.

Faz algum tempo já que o Banned tinha me mostrado esse blog novo dele de resenhas, mas como ele tava com a vida meio atribulada eu não sabia de verdade se ia pra frente. Ontem conversando eu perguntei pra ele a respeito da Action Comics 01 do novo universo DC, e ele me respondeu com um "claro, até resenhei". Ok, ele pode ter resenhado, os colaboradores estão presentes, mas fica a pergunta no ar ainda, "vai pra frente esse blog?".

Não sei, blogs são uma mídia tão descartável quanto embalagem de hamburguer do McDonalds. Uma coisa é certa, faz tempo que eu não resenhava nada e me convidei pra fazer parte do expediente do blog. Talvez no final das contas esse blog não vá mesmo pra frente, afinal não é minha presença aqui que vai garantir a longevidade. Sou só mais um graveto nessa fogueira.

Pra começar vou resenhar Flash 01 do novo universo DC. Acho que entre os lançamentos, essa era a que mais me despertou curiosidade. Tem outras que eu quero ler pra dar meu pitaco, mas eu sempre gostei dos velocistas da DC. Na época que era leitor assíduo, comprava Novos Titãs muito mais por conta das histórias do Flash (saudosa era Waid) do que os outros fillers ou mesmo os... novos titãs. O problema é que meu Flash é o Wally West. Durante anos eu vi o Barry Allen como herói caído em glória, que se sacrificou pelo multiverso, que era um exemplo pra todos os outros velocistas e inspiração pro Wally West... agora na nova DC não tem Wally West (por enquanto pelo menos) e voltamos ao Barry Allen como Flash principal.

Será que gostarei? Vamos à edição então:


A história começa com Barry tendo um encontro com uma garota do serviço dele, em uma feira de ciências. Pode parecer estranho, mas não é tão estranho quanto um encontro numa feira de anime por exemplo... enfim, a feira corre bem até que soldados high tech atacam sem mais nem menos. *CLICHÊ DETECTED*



Ok, um ponto aqui. Todo mundo malhou os uniformes novos que o Jim Lee criou, mas eu ainda não falei nada. Repara ae, o anel solta placas (que parecem ser rígidas?!) que se colam no corpo do Flash, formando algo como uma armadura maleável. O uniforme nem é tão diferente assim do antigo, não fossem essas linhas. Que não têm nenhum propósito. É a mesma coisa, só que diferente. Menos mal, pra falar a verdade, o uniforme do Flash sempre foi um dos melhores da DC, se mudassem demais ia dar em merda.

Voltando à história, Flash tem uma luta breve com os soldados, que conseguem fugir. Menor por um, que fica pra interrogatório. E Flash tem a visão de Iris West. Tia do Wally, e futura esposa do Barry. É a primeira vez que se vêem aparentemente.


Depois de alguma investigação descobrem que o criminoso que ficou pra trás (morto) é alguém do passado do Barry, e chega de falar da história que se desenvolve a partir daí e acaba num cliffhanger típico da DC.

Foi bom? Foi regular. Nada surpreendente, em nenhum aspecto mesmo. Roteiro padrão de começo de arco, cheio de lugares comuns, arte ok, colorização meio aquarelada demais pro meu gosto. Eu não sei se o problema é com o Barry Allen mesmo, será que eu ia gostar mais da história se fosse com o Wally West de protagonista? E pra que ser tão didático? Pra que explicar tanto as coisas, como se os leitores não fossem familiares com os personagens e o universo todo.

Eu sei que o que a DC quer mesmo fazer com as novas 52 é apresentar um universo fresco e novo, pra arrumar novos leitores. Só que quando eu comecei a ler quadrinhos, não precisei de nenhuma apresentação detalhada pra me manter lendo. O que me prendeu foram BOAS HISTÓRIAS. Se essa história saísse numa Novos Titãs dos anos 90, será que eu tevia me tornado um fã do Flash, ou teria ignorado o personagem junto com os outros fillers que eu nem lembro mais o nome?

E será que eu quero ler a segunda edição? Bom, pra falar a verdade quero. O gancho no final da história me deixou mais ou menos curioso. Mas será que eu tou babando de curiosidade, ansioso em saber?

Não.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Supergirl #01


Me desafiei a fazer essa a resenha mais curta e rápida das 52. Vamos lá.

Quem ? -> Supermoça, AKA Kara Zor-El

Origem -> Construto mágico criado por Jimmy Olsen (não é a origem mais coerente, mas é a primeira e mais divertida)

Trajetória -> Uma sequencia inesgotável de fiascos e histórias muito ruins, completamente desnecessárias

Fato Importante -> O jovem Grant Morrison, se amarrava em ler as hqs dela, por que a saia levanta, e quando ela voava, dava pra ver a calcinha

Situação Pós-reboot -> Voltou a ser Kryptoniana, tem lapsos de memória. Recém chegada na Terra.

Resumo da Edição #01 -> Porradaria com robôs, que tem conexão com as revistas do Superboy e Novos Titãs

Roteiros -> Michael Green

Desenho -> Mike Johnson

Resultado Final -> Fraco. Podem ir ler outra coisa.


Haha! Essa é a capa da Superman #123. Provavelmente seja a única boa história da Supergirl.

Aquaman #01

Então, caras, o Aquaman é mais um desses personagens complicados de se falar, não tenho um grande conhcimento sobre esse mano. Sei que a origem dele varia um pouco, mas basicamente, se resume em ele ser um mestiço humano-atlante, que cresceu em terra firme, com o pai, que cuidava de um farol; Acontece que a atlante que o pai do moleque deu uma carcada, era a rainha de Atlantida, e o povo de lá acreditava na velha profecia que dizia que um mestiço destruiria o reino. Daí já viu, caçaram o Arthur, mas ele já era mulek piranha e se safou, cresceu e virou o "grande" Aquaman.


A origem e o clima das histórias mudaram bastante, o mano foi bom moço, badass, inseguro, arrogante, foi pai, rei, exilado, policial (de Subfrisco, não pergunte), teve de tudo, só fatou jogar no mengo e vender acarajé. Os defensores do personagem (sim, eles existem) sempre apontam pra uma ou outra fase razoável do herói, mas é forçar a barra contar esses arcos, que não são conhecidos por quase nenhum fanboy, e que o grande público nunca ouviu falar. A verdade cruel, é que o pobre Aquaman se tornou uma espécie de... Regina Cazé dos Sete Mares, amaldiçoada a tentar algo inovador, e sempre cair no ridículo. Isso quando não caia nas mãos de roteiristas sem noção, que mudavam até a origem da civilização atlante. Nunca foi explicado "em definitivo" (sei que isso não existe de verdade nas hqs) se os atlantes são humanos que foram viver nos mares, extraplanares ou alienígenas. O que sobrou do microverso do personagem é um monte de tentativas desconexas de novos começos e só.

A tal fase boa, por Peter David
No Dia Mais Claro, Geoff Johns usou o Aquamano como um dos personagens centrais do evento, e já deu conta de tentar reestabilizar tudo; Cortou os laços com Atlantida, deu ênfase no relacionamento dele com Mera, e colocou os dois na "Aquawar", porrando sozinhos Arraia Negra, Siren, e um exército de atlantes exilados. Nessa mesma saga surgiu o novo Aqualad (o antigo morreu na Noite Mais Densa), que tinha lá seu estilo, e prometia ser um sidekick bem maneiro. Durou pouco, mas serviu pra colocar o aquaverso num rumo interessante e coerente.

Aqualad boladão
Mas como cês sabem, veio o reboot/relaunch e as marés mudaram. Aquaman e Mera seguem juntos vivendo no mundo da superfície, como consequência direta do Dia Mais Claro, mas nessa primeira edição não deram nenhum sinal do Aqualad. Usando um pouco da lógica, imagino que o guri não tenha sido apagado, já que a DC tem usado ele no desenho dos Titãs (Young Justice) e também por que a editora tem sido criticada pela falta de diversidade racial, e o sidekick era negro. Além disso, um adolescente com dreads e tatuagens tribais é massavéio de mais pra ser desperdiçado assim, injustamente.

"Má e o que rola na primeira história, véi ?" Seguinte. O JG nos põe à parte da nova vida do Namor da DC, resolvendo crimes mundanos, como todo bom herói, e tendo que conviver com a fama de fracassado, o que dá um tom de humor e drama ao mesmo tempo. Já imaginou como é, estar à cima dos humanos normais e ainda assim ser motivo de piada no Robot Chicken ? Fora do conhecimento do aquacasal, uns seres blzarros chamados "abissais", saem do fundo do oceano e rumam pra superfície, comendo o que aparecer no caminho. Esses vilões são um bom começo, pra revitalizar os vilões do personagem, além de serem estilosos.

so fucking BAD
Além de mandar muito bem no traço, o Ivan Reis (BRASIL-IL!) tem o mérito de ter motivado o Johns a escrever esse título. O que eu espero daqui pra frente, é que explorem pontos menos abordados, como aventuras do herói, fora da água, e principalmente, que o JG dê o melhor dele, pra explicar a mentalidade dos atlantes, e como eles estão vivendo sem o rei e a rainha. Enquanto o autor estiver longe da farofada dos grandes eventos, ele tem tudo pra elevar o nível do herói, assim como fez com o Lanterna Verde e o Flash. Vamos combinar, que depois de tanto tempo, o Aquaman merece o seu lugar ao sol. (Mas que não fique muito por lá, se não desidrata)

Esquadrão Suicida #01

Meu primeiro contato com as histórias do Esquadrão Suicida foi nas revistas da Liga da Justiça Internacional. Confesso que antigamente eu pulava as histórias do grupo controlado pela turrona Amanda Waller, achava bem chato. Um engano que cometi: as histórias do grupo de vilões que realiza missões praticamente suicidas (né, por isso o nome), a mando do governo em troca de redução de suas penas, são muito legais.

E essa era a Amanda Waller que todos amávamos.


Recentemente Amanda Waller esteve envolvida com o Xeque-Mate, coisa e tal. Bom, não li muita coisa recente do grupo, por isso vou partir direto para o que eu achei da revista Esquadrão Suicida #01


Não conheço os autores, por isso não irei falar deles. Não me julguem.

A primeira impressão, eu achei essa capa bizarra. Não entendi o visual da Arlequina, não entendi esse cara que parecia um dinossauro e esse outro com o olho brilhando que não consegui reconhecer. A capa exala "massavéice".

Bom, lendo a história vi que não se tratava de um dinossauro, e sim do vilão Tubarão-Rei, que eu não conhecia, mas parece que já fez parte de uma formação anterior do Esquadrão. E o cara com o olho brilhando é ninguém menos que Floyd Lawton, o Pistoleiro, meu integrante favorito da equipe. Mudaram o uniforme dele pra uma coisa mais tecnológica. Mas não foi a pior mudança do personagem, na minha opinião.

Esse era o antigo Floyd Lawton.

E esse é o atual: não tem mais cara de chicano e o pior, não tem bigodinho.


A história dessa primeira edição é um clichê sem tamanho, tanto que se eu der muitos detalhes aqui, já vou contar tudo. Tudo que posso dizer é que os membros do Esquadrão Suicida estão sofrendo diversos tipos de tortura, por um grupo desconhecido. Eles estavam em missão, e se deram mal. Uma dessas torturas, inclusive, é completamente plagiada de Skreemer, do Peter Milligan, que já resenhei aqui. Leia as duas histórias e tire suas conclusões.

Os personagens, exceto pelo tal do Tubarão-Rei, o Pistoleiro e a Arlequina , cujas piadinhas são a única coisa interessante da revista, são completamente desprovidos de carisma. É difícil até lembrar o nome deles. Sei que tinha um que era chicano, acho que pra compensar a sacanagem que fizeram com o Pistoleiro.

Agora vem a coisa que mais me incomodou na revista. A Amanda Waller era uma personagem digna de admiração no UDC. Entre heroínas gostosonas, ela se impunha, mesmo sendo negra, baixinha e gordinha.

ELA PEITAVA O BATMAN, PORRA!

Era muito legal ter uma personagem fora dos padrões tão relevante quanto a Waller. Mesmo. Mas, com o reboot? Esqueçam. Transformaram a mulé numa espécie de Naomi Campbell. Alisaram o cabelo e emagreceram ela.

PORRA, DC!


Por fim, outra coisa que foi bem criticada. O visual novo da Arlequina. Agora ela é toda GOTH-TREVOSA-STYLE. Bom, achei uma merda. Muita gente se pergunta inclusive, por que diabos mudaram a cor do cabelo dela, a Arlequina era loira.

Maquiagem do Alice Cooper.

Eu acho que tenho a resposta. Com esse visual dela, se tivessem deixado loira, acho que rendia um processo, olha isso:

Jeanette, a Malkav do jogo Vampire The Masquerade

Considerações finais? Um dos piores títulos que a DC lançou do reboot, só perde pra revista do Arqueiro Verde. Dificilmente vai longe se mantiverem a mesma equipe criativa. Só se os punheteiros continuarem comprando pela Arlequina.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Batwing #01

Vou resumir Batman Inc, pra quem não conhece: Depois de uma viagem transcendental lisérgica no espaço-tempo, Bruce Wayne vislumbrou o futuro, e quando voltou para a nossa época, decidiu fazer algo a respeito; Não se sabe se para mudar ou para confirmar o que ele viu. Até por que o que ele viu, ainda é um mistério. O que rolou depois, foi que Batman deu a volta no mundo recrutando heróis de várias nacionalidades. As oito edições dessa revistas, são memoráveis, com Grant Morrison (sempre ele) viajando dentro da cultura popular de cada país, para resgatar e recriar, um universo povoado por vilões e heróis extremamente originais.


Quando veio o reboot, Batman Inc, não foi cancelada, mas acabou sendo atrapalhada, alguns personagens que estavam na trama tiveram seus status quo modificados drasticamente (Oráculo/Batgirl) e outros até deixaram de existir (acho que isso aconteceu com o Azrael). Mas nada disso aconteceu com o batmen africano, que apareceu bem rapidinho na edição #05: David Zavimbe, o Batwing. Que agora ganhou até a sua própria revista mensal.

Na trama. acompanhamos Batwing e seu mentor, Batman, investigando uma cena de crime brutal, com uma pá de corpos mutilados. Quem desmembrou geral ? E o caso fica mais estranho quando descobrem que um herói aposentado pode estar entre as vítimas.


Judd Winick fez um trabalho bacana nessa primeira edição; Aos poucos vamos conhecendo todos os aspectos da vida do homem, que usa o manto do morcego à noite, e é policial durante o dia. Gostei do contraste de mostrar a vida de um oficial da lei em uma cidade corrupta, em contra parte com as ações de um  vigilante que tem suas próprias leis. E os esforços de David, para tornar a força policial algo tão efetivo quanto o próprio Batwing, puxa pra um lado "social" que sempre convence.

No mais, Winick  mandou bem, em se aprofundar no microverso dos heróis e vilões africanos, um tema que vai ser bem explorado nas próximas edições. É preciso ter muita sutileza, para usar elementos da cultura de um país tão peculiar, sem soar preconceituoso, e felizmente esse é um escritor com o tato necessário.


Todo mundo reclamou e comentou da eugenia que rolou no relaunch, com vários heróis de etnias minoritárias sumindo ou perdendo destaque, ao menos agora a DC vai ter com que se defender; Tanto o título do Senhor Incrível, quando o do Batwing, estão indo bem, e sem perpretar velhor clichês preconceituosos.

PS: E que venham mais revistas estreladas pelos batmen! A editora só tem a ganhar, explorando suas histórias para além dos limites americanos/católicos/anglo-saxão

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Superboy #01

Esse post é uma continuação direta do que escrevi sobre os Novos Titãs #01. Como cês leram (ou não ?), a outra revista acaba em aberto, ficando claro que a tal organização do mal (N.O.W.H.E.R.E.) criou o Superboy, e vai soltar o adolescente de aço pra arrebentar com os Titãs.


Fiquei com os dos pés atráz, quando vi que o Scott Lobdell era o responsável por escrever essa edição também. Mesmo com receio, tive que admitir que é uma proposta interessante, o cara escrever a revista do grupo, e a solo do Superboy (que todo mundo sabe que vai entrar pra equipe). Segui lendo, e fui ficando meio confuso.


Não sei o que aconteceu, de uma história pra outra, mas as coisas aqui estão BEM melhores. Os diálogos não são memoráveis, mas já tem um pouquinho de profundidade. O foco é a "vida" que Superboy leva, dentro de um complexo científico, sendo estudado vinte e quatro horas por dia, ao mesmo tempo em que ele mesmo estuda os seus criadores, e toma consciência do mundo e dos poderes que possui. Rola até um mistériozinho sobre de onde vem os dnas que foram misturados pra criar o guri, mas isso só é desconhecido pra o público novo.

o couro vai comer, e quem não sabia ?
O traço do R. B. Silva (claro que não sei quem é), limpo, bonito e redondinho é um alívio pros olhos.

Nem era minha intenção escrever tão pouco, mas, essa é uma daquelas histórias que dão uma enrolada, e aí fica difícil falar muita coisa. O caso é que parece que o Lobdell ainda pode ter salvação, mas vai precisar bem mais que isso pra me fazer esquecer os Novos Titãs

Novos Titãs #01

Nunca gostei muito dos Titãs, Justiça Jovem, Turma Titã, Teen Titans, ou seja lá como resolvam chamar o grupo formado pelos sidekicks da DC. Young Justice é um desenho bem bacana, mas como é animação, desconsidero. O grupo clássico contava com o Asa Noturna como líder, Ravena, Cyborg, Estelar e Mutano... Mas isso pouco importa, por que no pós reboot foi cada um pra um canto e vamos ver a formação da nova versão da equipe.


Vou usar essa capa tosquíssima pra apresentar os pentelhos. De asas abertas, temos Tim Drake, terceiro Robin, e pretenso líder da equipe. Uma pena terem substituído o uniforme com capuz, por essa fantasia homoerótica; Avuando com cara de pastel e tatuagem de código de barra, temos o "novo" Superboy, que promete ser igual a todas as outras encarnações do guri de aço (o que houve com aquele Superboy havaino descolado ?); Correndo de bundinha arrebitada, e com uma tentativa de pseudo quase moicano, Kid Flash, o personagem mais desnecessário e irritante da DC; A loirinha de roupa vermelha, é a nova Moça Maravilha.

O resto dos personagens da capa, nem apareceram na história, sei que o cara de roxo é o mexicano gay, Bunker, que tem o diferencial de ser mais "alegre" que os outros personagens homossexuais dos quadrinhos. Achei uma grande idéia, por que se a gente refletir um pouco, vai ver que o pessoal da "ala rosa" dos quadrinhos, não se comporta como a maioria dos gays do mundo real. Por exemplo, Apolo e Meia-Noite são extremamente contidos, e másculos, mesmo sendo um casal, nenhum deles tem trejeitos afetados. Isso é regra com todos os outros homens gays, tanto na DC como na Marvel. Com as mulheres então, isso é ainda mais diluído. Um pouco hipócrita, certo ? Fiquei feliz quando descobri que o Scott Lobdell iria explorar esse assunto, mas depois de ler a revista, e ver o mesmo autor começar uma baita polêmica quanto à sexualidade da Estelar (em Capuz Vermelho e Os Foras da Lei), não vejo como isso não acabar mal. Tratar de sexualidade, sem ofender ninguém, requer muito tato, muita sutileza, e o Lobdell não deve nem conhecer essa palavra. Prevejo mais polêmicas à frente.

será que... Sim, ele É

As outras duas mulheres (não exatamente) da equipe, eu não faço a menor idéia de quem sejam, então vou inventar explicações. Uma delas é uma nuvem preta com... estática ? Deve ser a filha do Lostzilla. A outra, tadinha, é uma aberração pior ainda, tem cabelo de espetinho, e uma porrada de patas de barata. Suponho que tenha sido mordida por uma centopéia radioativa. Mal posso esperar pra ver origem dessas personagens maravilhosas...

Como falei antes, Scott L. não tem nem um pingo de sutileza, e fez uma história porca de mais, sem nenhum espaço pra mistério ou expectativas, com uns diálogos mais manjados que o da novela das sete. Tim Drake descobre que uma organização super secreta conspira contra os adolescentes meta-humanos, resolve recrutar os alvos dos vilões, pra juntos combaterem o mal e blá, blá, blá. É impossível se identificar ou ter um mínimo de simpatia pelos personagens. Cassandra Sandsmark, a Moça Maravilha, é uma das personalidades mais clichês que já se viu, uma versão piorada da fórmula da Gail Simone: menininha sensível que tenta ser durona pra se proteger do mundo.

E a edição fecha com o plot mais reciclado de todos, nos empurrando direto pra revista do Superboy.


Brett Booth não desenha, o cara de tão ruim, comete crimes visuais em forma de desenhos. Certo, ele não é tão ruim como Liefeld, mas não entendo COMO um cara desses consegue emprego na DC. Se falta profissionais qualificados, os editores podem me ligar, que eu indico ao menos uma dúzia de amigos com mais talento.

Posso parecer tendencioso, mas a verdade é que essa é até agora, a pior edição do reboot; As outras revistas que falhavam no roteiro, compensavam com uma ou outra cena de ação bacaninha, mas Novos Titãs falhou em tudo. Por mim nem esperava quatro meses, já cancelava o título  agora, ou mudava urgentemente de equipe "criativa".

PS: Se eles são o primeiro grupo, por que se chamam "Novos" Titãs ? Deviam se chamar só Titãs, porra.