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domingo, 18 de dezembro de 2011

Aves de Rapina #01

Ok. Desculpem! Demorou, mas achei tempo/inspiração pra escrever sobre mais uma das revitas do reboot.
Imagino que até o fim de 2017, concluo a empreitada.


As Aves de Rapina sofreram uma mudança drástica com o reboot, na verdade, o grupo bem poderia ter mudado de nome, que não faria muita diferença. Na última fase, na velga DC, o grupo era formada por: Zinda (Lady Falcão), Caçadora, Canário Negro, e Oráculo. Como já comentei antes, e todo mundo tá paraplégico de saber, Oráculo/Batgirl/Barbara Gordon, na nova cronologia, se recuperou do ferimento da coluna e (aparentemente) nunca se tornou a hacker cadeirante,  líder das Aves. Só isso já pode ser considerado uma grande mudança no status quo, mas a coisa vai além; Agora, as minas são lideradas pela Canário Negro (num uniforme que eu não curti), são caçadas como criminosas (como metade dos supers do novo UDC), e tem/vão ter uma conhecida criminosa entre elas: Hera Venenosa.


A Caolha, quando viu a capa com a Hera, levantou a hipótese de na verdade ser a personagem Rosa/Espinho; Uma personagem bem obscura da DC (aparecia em história na revista da Lois Lane, meu Deus!), que teve sua origem recontada numa mini-série em 2003. É uma personagem bem interessante, com personalidades múltiplas, cada uma com um nome e uma emoção que a domina. Por exemplo, Rosa é uma mulher tímida e muito educada, meio songa monga, e Espinho é uma fêmea putona com uma preferência por cortar e rasgar homens maus. No fim das contas, a minha guria tava errada... E eu fiquei com a sensação de que ela escreveria uma revista melhor do que a que foi publicada.

Nessa primeira edição só vemos a Canário e a Starling agindo. E quem diabos é essa Starling ? Tentei  consultar outros fanboys (mentira), meus gibis (mentira) e o Googlee (verdade) e tudo que aconteceu  é que fui enviado pra links sobre coisas totalmente sem sentido e descobri que tem um cara chamado KOBA, no Restart. Minha suspeita é que essa Starling (que não é Clarice), seja do selo da Wildstorm,  ou tenha sido criada pro reboot. A mulé tem uma personalidade meio bobinha e clichê, pra estrelar sonhos molhados de nerds obesos, mas admito que gostei do visual Suicide Girl, dirigindo uma caranga  vintage e metenndo tiro de luger na cara da negada; Fica uma esperançazinha de construirem uma boa personagem,

A história também tem uma participação relâmpago, da Barbara Gordon, que funciona pra explicar como ela e essas novas Aves se relacionam. O diálogo não revela nada sólido, mas já foi dito pela DC,  que  em breve Batgirl e as outras moças, vão sair na porrada (esperamos que seja só de biquini, e no gel).



De resto, as páginas são completas com uma briga contra caras invisíveis e uma pessoa EXPRUDINDO. O  plot deixa um bilhão de pontas soltas (propositais) e da pra fazer várias ligações, seguindo um pouco de lógica; A trama sugere uma parada com nanobots, o que leva direto pra a edição #01 de Falcões Negros; Além disso, os caras invisíveis me lembraram os vilões que apareceram na revista do Flash. E os vilões do Flash, me fazem lembrar os soldados bucha de canhão da NOWHERE, que está presente em mais de uma revista (tipo Superboy e Titãs). Juntando tudo numa grande teia de conspiração, teríamos um terreno fértil e muito bem elaborado... Mas isso seria esperar de mais da Nova DC. No fim, deve ser só minha imaginação indo muito além.

No mais; Diálogos medianos e desenhos competentes. Só lendo mesmo pra dizer qualquer coisa consistente.

Só fica uma certeza: Ter a Espinho na equipe seria muito mais legal.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Flash #01

Oi, meu nome é Roger.

Faz algum tempo já que o Banned tinha me mostrado esse blog novo dele de resenhas, mas como ele tava com a vida meio atribulada eu não sabia de verdade se ia pra frente. Ontem conversando eu perguntei pra ele a respeito da Action Comics 01 do novo universo DC, e ele me respondeu com um "claro, até resenhei". Ok, ele pode ter resenhado, os colaboradores estão presentes, mas fica a pergunta no ar ainda, "vai pra frente esse blog?".

Não sei, blogs são uma mídia tão descartável quanto embalagem de hamburguer do McDonalds. Uma coisa é certa, faz tempo que eu não resenhava nada e me convidei pra fazer parte do expediente do blog. Talvez no final das contas esse blog não vá mesmo pra frente, afinal não é minha presença aqui que vai garantir a longevidade. Sou só mais um graveto nessa fogueira.

Pra começar vou resenhar Flash 01 do novo universo DC. Acho que entre os lançamentos, essa era a que mais me despertou curiosidade. Tem outras que eu quero ler pra dar meu pitaco, mas eu sempre gostei dos velocistas da DC. Na época que era leitor assíduo, comprava Novos Titãs muito mais por conta das histórias do Flash (saudosa era Waid) do que os outros fillers ou mesmo os... novos titãs. O problema é que meu Flash é o Wally West. Durante anos eu vi o Barry Allen como herói caído em glória, que se sacrificou pelo multiverso, que era um exemplo pra todos os outros velocistas e inspiração pro Wally West... agora na nova DC não tem Wally West (por enquanto pelo menos) e voltamos ao Barry Allen como Flash principal.

Será que gostarei? Vamos à edição então:


A história começa com Barry tendo um encontro com uma garota do serviço dele, em uma feira de ciências. Pode parecer estranho, mas não é tão estranho quanto um encontro numa feira de anime por exemplo... enfim, a feira corre bem até que soldados high tech atacam sem mais nem menos. *CLICHÊ DETECTED*



Ok, um ponto aqui. Todo mundo malhou os uniformes novos que o Jim Lee criou, mas eu ainda não falei nada. Repara ae, o anel solta placas (que parecem ser rígidas?!) que se colam no corpo do Flash, formando algo como uma armadura maleável. O uniforme nem é tão diferente assim do antigo, não fossem essas linhas. Que não têm nenhum propósito. É a mesma coisa, só que diferente. Menos mal, pra falar a verdade, o uniforme do Flash sempre foi um dos melhores da DC, se mudassem demais ia dar em merda.

Voltando à história, Flash tem uma luta breve com os soldados, que conseguem fugir. Menor por um, que fica pra interrogatório. E Flash tem a visão de Iris West. Tia do Wally, e futura esposa do Barry. É a primeira vez que se vêem aparentemente.


Depois de alguma investigação descobrem que o criminoso que ficou pra trás (morto) é alguém do passado do Barry, e chega de falar da história que se desenvolve a partir daí e acaba num cliffhanger típico da DC.

Foi bom? Foi regular. Nada surpreendente, em nenhum aspecto mesmo. Roteiro padrão de começo de arco, cheio de lugares comuns, arte ok, colorização meio aquarelada demais pro meu gosto. Eu não sei se o problema é com o Barry Allen mesmo, será que eu ia gostar mais da história se fosse com o Wally West de protagonista? E pra que ser tão didático? Pra que explicar tanto as coisas, como se os leitores não fossem familiares com os personagens e o universo todo.

Eu sei que o que a DC quer mesmo fazer com as novas 52 é apresentar um universo fresco e novo, pra arrumar novos leitores. Só que quando eu comecei a ler quadrinhos, não precisei de nenhuma apresentação detalhada pra me manter lendo. O que me prendeu foram BOAS HISTÓRIAS. Se essa história saísse numa Novos Titãs dos anos 90, será que eu tevia me tornado um fã do Flash, ou teria ignorado o personagem junto com os outros fillers que eu nem lembro mais o nome?

E será que eu quero ler a segunda edição? Bom, pra falar a verdade quero. O gancho no final da história me deixou mais ou menos curioso. Mas será que eu tou babando de curiosidade, ansioso em saber?

Não.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Supergirl #01


Me desafiei a fazer essa a resenha mais curta e rápida das 52. Vamos lá.

Quem ? -> Supermoça, AKA Kara Zor-El

Origem -> Construto mágico criado por Jimmy Olsen (não é a origem mais coerente, mas é a primeira e mais divertida)

Trajetória -> Uma sequencia inesgotável de fiascos e histórias muito ruins, completamente desnecessárias

Fato Importante -> O jovem Grant Morrison, se amarrava em ler as hqs dela, por que a saia levanta, e quando ela voava, dava pra ver a calcinha

Situação Pós-reboot -> Voltou a ser Kryptoniana, tem lapsos de memória. Recém chegada na Terra.

Resumo da Edição #01 -> Porradaria com robôs, que tem conexão com as revistas do Superboy e Novos Titãs

Roteiros -> Michael Green

Desenho -> Mike Johnson

Resultado Final -> Fraco. Podem ir ler outra coisa.


Haha! Essa é a capa da Superman #123. Provavelmente seja a única boa história da Supergirl.

Aquaman #01

Então, caras, o Aquaman é mais um desses personagens complicados de se falar, não tenho um grande conhcimento sobre esse mano. Sei que a origem dele varia um pouco, mas basicamente, se resume em ele ser um mestiço humano-atlante, que cresceu em terra firme, com o pai, que cuidava de um farol; Acontece que a atlante que o pai do moleque deu uma carcada, era a rainha de Atlantida, e o povo de lá acreditava na velha profecia que dizia que um mestiço destruiria o reino. Daí já viu, caçaram o Arthur, mas ele já era mulek piranha e se safou, cresceu e virou o "grande" Aquaman.


A origem e o clima das histórias mudaram bastante, o mano foi bom moço, badass, inseguro, arrogante, foi pai, rei, exilado, policial (de Subfrisco, não pergunte), teve de tudo, só fatou jogar no mengo e vender acarajé. Os defensores do personagem (sim, eles existem) sempre apontam pra uma ou outra fase razoável do herói, mas é forçar a barra contar esses arcos, que não são conhecidos por quase nenhum fanboy, e que o grande público nunca ouviu falar. A verdade cruel, é que o pobre Aquaman se tornou uma espécie de... Regina Cazé dos Sete Mares, amaldiçoada a tentar algo inovador, e sempre cair no ridículo. Isso quando não caia nas mãos de roteiristas sem noção, que mudavam até a origem da civilização atlante. Nunca foi explicado "em definitivo" (sei que isso não existe de verdade nas hqs) se os atlantes são humanos que foram viver nos mares, extraplanares ou alienígenas. O que sobrou do microverso do personagem é um monte de tentativas desconexas de novos começos e só.

A tal fase boa, por Peter David
No Dia Mais Claro, Geoff Johns usou o Aquamano como um dos personagens centrais do evento, e já deu conta de tentar reestabilizar tudo; Cortou os laços com Atlantida, deu ênfase no relacionamento dele com Mera, e colocou os dois na "Aquawar", porrando sozinhos Arraia Negra, Siren, e um exército de atlantes exilados. Nessa mesma saga surgiu o novo Aqualad (o antigo morreu na Noite Mais Densa), que tinha lá seu estilo, e prometia ser um sidekick bem maneiro. Durou pouco, mas serviu pra colocar o aquaverso num rumo interessante e coerente.

Aqualad boladão
Mas como cês sabem, veio o reboot/relaunch e as marés mudaram. Aquaman e Mera seguem juntos vivendo no mundo da superfície, como consequência direta do Dia Mais Claro, mas nessa primeira edição não deram nenhum sinal do Aqualad. Usando um pouco da lógica, imagino que o guri não tenha sido apagado, já que a DC tem usado ele no desenho dos Titãs (Young Justice) e também por que a editora tem sido criticada pela falta de diversidade racial, e o sidekick era negro. Além disso, um adolescente com dreads e tatuagens tribais é massavéio de mais pra ser desperdiçado assim, injustamente.

"Má e o que rola na primeira história, véi ?" Seguinte. O JG nos põe à parte da nova vida do Namor da DC, resolvendo crimes mundanos, como todo bom herói, e tendo que conviver com a fama de fracassado, o que dá um tom de humor e drama ao mesmo tempo. Já imaginou como é, estar à cima dos humanos normais e ainda assim ser motivo de piada no Robot Chicken ? Fora do conhecimento do aquacasal, uns seres blzarros chamados "abissais", saem do fundo do oceano e rumam pra superfície, comendo o que aparecer no caminho. Esses vilões são um bom começo, pra revitalizar os vilões do personagem, além de serem estilosos.

so fucking BAD
Além de mandar muito bem no traço, o Ivan Reis (BRASIL-IL!) tem o mérito de ter motivado o Johns a escrever esse título. O que eu espero daqui pra frente, é que explorem pontos menos abordados, como aventuras do herói, fora da água, e principalmente, que o JG dê o melhor dele, pra explicar a mentalidade dos atlantes, e como eles estão vivendo sem o rei e a rainha. Enquanto o autor estiver longe da farofada dos grandes eventos, ele tem tudo pra elevar o nível do herói, assim como fez com o Lanterna Verde e o Flash. Vamos combinar, que depois de tanto tempo, o Aquaman merece o seu lugar ao sol. (Mas que não fique muito por lá, se não desidrata)

Esquadrão Suicida #01

Meu primeiro contato com as histórias do Esquadrão Suicida foi nas revistas da Liga da Justiça Internacional. Confesso que antigamente eu pulava as histórias do grupo controlado pela turrona Amanda Waller, achava bem chato. Um engano que cometi: as histórias do grupo de vilões que realiza missões praticamente suicidas (né, por isso o nome), a mando do governo em troca de redução de suas penas, são muito legais.

E essa era a Amanda Waller que todos amávamos.


Recentemente Amanda Waller esteve envolvida com o Xeque-Mate, coisa e tal. Bom, não li muita coisa recente do grupo, por isso vou partir direto para o que eu achei da revista Esquadrão Suicida #01


Não conheço os autores, por isso não irei falar deles. Não me julguem.

A primeira impressão, eu achei essa capa bizarra. Não entendi o visual da Arlequina, não entendi esse cara que parecia um dinossauro e esse outro com o olho brilhando que não consegui reconhecer. A capa exala "massavéice".

Bom, lendo a história vi que não se tratava de um dinossauro, e sim do vilão Tubarão-Rei, que eu não conhecia, mas parece que já fez parte de uma formação anterior do Esquadrão. E o cara com o olho brilhando é ninguém menos que Floyd Lawton, o Pistoleiro, meu integrante favorito da equipe. Mudaram o uniforme dele pra uma coisa mais tecnológica. Mas não foi a pior mudança do personagem, na minha opinião.

Esse era o antigo Floyd Lawton.

E esse é o atual: não tem mais cara de chicano e o pior, não tem bigodinho.


A história dessa primeira edição é um clichê sem tamanho, tanto que se eu der muitos detalhes aqui, já vou contar tudo. Tudo que posso dizer é que os membros do Esquadrão Suicida estão sofrendo diversos tipos de tortura, por um grupo desconhecido. Eles estavam em missão, e se deram mal. Uma dessas torturas, inclusive, é completamente plagiada de Skreemer, do Peter Milligan, que já resenhei aqui. Leia as duas histórias e tire suas conclusões.

Os personagens, exceto pelo tal do Tubarão-Rei, o Pistoleiro e a Arlequina , cujas piadinhas são a única coisa interessante da revista, são completamente desprovidos de carisma. É difícil até lembrar o nome deles. Sei que tinha um que era chicano, acho que pra compensar a sacanagem que fizeram com o Pistoleiro.

Agora vem a coisa que mais me incomodou na revista. A Amanda Waller era uma personagem digna de admiração no UDC. Entre heroínas gostosonas, ela se impunha, mesmo sendo negra, baixinha e gordinha.

ELA PEITAVA O BATMAN, PORRA!

Era muito legal ter uma personagem fora dos padrões tão relevante quanto a Waller. Mesmo. Mas, com o reboot? Esqueçam. Transformaram a mulé numa espécie de Naomi Campbell. Alisaram o cabelo e emagreceram ela.

PORRA, DC!


Por fim, outra coisa que foi bem criticada. O visual novo da Arlequina. Agora ela é toda GOTH-TREVOSA-STYLE. Bom, achei uma merda. Muita gente se pergunta inclusive, por que diabos mudaram a cor do cabelo dela, a Arlequina era loira.

Maquiagem do Alice Cooper.

Eu acho que tenho a resposta. Com esse visual dela, se tivessem deixado loira, acho que rendia um processo, olha isso:

Jeanette, a Malkav do jogo Vampire The Masquerade

Considerações finais? Um dos piores títulos que a DC lançou do reboot, só perde pra revista do Arqueiro Verde. Dificilmente vai longe se mantiverem a mesma equipe criativa. Só se os punheteiros continuarem comprando pela Arlequina.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Batwing #01

Vou resumir Batman Inc, pra quem não conhece: Depois de uma viagem transcendental lisérgica no espaço-tempo, Bruce Wayne vislumbrou o futuro, e quando voltou para a nossa época, decidiu fazer algo a respeito; Não se sabe se para mudar ou para confirmar o que ele viu. Até por que o que ele viu, ainda é um mistério. O que rolou depois, foi que Batman deu a volta no mundo recrutando heróis de várias nacionalidades. As oito edições dessa revistas, são memoráveis, com Grant Morrison (sempre ele) viajando dentro da cultura popular de cada país, para resgatar e recriar, um universo povoado por vilões e heróis extremamente originais.


Quando veio o reboot, Batman Inc, não foi cancelada, mas acabou sendo atrapalhada, alguns personagens que estavam na trama tiveram seus status quo modificados drasticamente (Oráculo/Batgirl) e outros até deixaram de existir (acho que isso aconteceu com o Azrael). Mas nada disso aconteceu com o batmen africano, que apareceu bem rapidinho na edição #05: David Zavimbe, o Batwing. Que agora ganhou até a sua própria revista mensal.

Na trama. acompanhamos Batwing e seu mentor, Batman, investigando uma cena de crime brutal, com uma pá de corpos mutilados. Quem desmembrou geral ? E o caso fica mais estranho quando descobrem que um herói aposentado pode estar entre as vítimas.


Judd Winick fez um trabalho bacana nessa primeira edição; Aos poucos vamos conhecendo todos os aspectos da vida do homem, que usa o manto do morcego à noite, e é policial durante o dia. Gostei do contraste de mostrar a vida de um oficial da lei em uma cidade corrupta, em contra parte com as ações de um  vigilante que tem suas próprias leis. E os esforços de David, para tornar a força policial algo tão efetivo quanto o próprio Batwing, puxa pra um lado "social" que sempre convence.

No mais, Winick  mandou bem, em se aprofundar no microverso dos heróis e vilões africanos, um tema que vai ser bem explorado nas próximas edições. É preciso ter muita sutileza, para usar elementos da cultura de um país tão peculiar, sem soar preconceituoso, e felizmente esse é um escritor com o tato necessário.


Todo mundo reclamou e comentou da eugenia que rolou no relaunch, com vários heróis de etnias minoritárias sumindo ou perdendo destaque, ao menos agora a DC vai ter com que se defender; Tanto o título do Senhor Incrível, quando o do Batwing, estão indo bem, e sem perpretar velhor clichês preconceituosos.

PS: E que venham mais revistas estreladas pelos batmen! A editora só tem a ganhar, explorando suas histórias para além dos limites americanos/católicos/anglo-saxão

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Superboy #01

Esse post é uma continuação direta do que escrevi sobre os Novos Titãs #01. Como cês leram (ou não ?), a outra revista acaba em aberto, ficando claro que a tal organização do mal (N.O.W.H.E.R.E.) criou o Superboy, e vai soltar o adolescente de aço pra arrebentar com os Titãs.


Fiquei com os dos pés atráz, quando vi que o Scott Lobdell era o responsável por escrever essa edição também. Mesmo com receio, tive que admitir que é uma proposta interessante, o cara escrever a revista do grupo, e a solo do Superboy (que todo mundo sabe que vai entrar pra equipe). Segui lendo, e fui ficando meio confuso.


Não sei o que aconteceu, de uma história pra outra, mas as coisas aqui estão BEM melhores. Os diálogos não são memoráveis, mas já tem um pouquinho de profundidade. O foco é a "vida" que Superboy leva, dentro de um complexo científico, sendo estudado vinte e quatro horas por dia, ao mesmo tempo em que ele mesmo estuda os seus criadores, e toma consciência do mundo e dos poderes que possui. Rola até um mistériozinho sobre de onde vem os dnas que foram misturados pra criar o guri, mas isso só é desconhecido pra o público novo.

o couro vai comer, e quem não sabia ?
O traço do R. B. Silva (claro que não sei quem é), limpo, bonito e redondinho é um alívio pros olhos.

Nem era minha intenção escrever tão pouco, mas, essa é uma daquelas histórias que dão uma enrolada, e aí fica difícil falar muita coisa. O caso é que parece que o Lobdell ainda pode ter salvação, mas vai precisar bem mais que isso pra me fazer esquecer os Novos Titãs

Novos Titãs #01

Nunca gostei muito dos Titãs, Justiça Jovem, Turma Titã, Teen Titans, ou seja lá como resolvam chamar o grupo formado pelos sidekicks da DC. Young Justice é um desenho bem bacana, mas como é animação, desconsidero. O grupo clássico contava com o Asa Noturna como líder, Ravena, Cyborg, Estelar e Mutano... Mas isso pouco importa, por que no pós reboot foi cada um pra um canto e vamos ver a formação da nova versão da equipe.


Vou usar essa capa tosquíssima pra apresentar os pentelhos. De asas abertas, temos Tim Drake, terceiro Robin, e pretenso líder da equipe. Uma pena terem substituído o uniforme com capuz, por essa fantasia homoerótica; Avuando com cara de pastel e tatuagem de código de barra, temos o "novo" Superboy, que promete ser igual a todas as outras encarnações do guri de aço (o que houve com aquele Superboy havaino descolado ?); Correndo de bundinha arrebitada, e com uma tentativa de pseudo quase moicano, Kid Flash, o personagem mais desnecessário e irritante da DC; A loirinha de roupa vermelha, é a nova Moça Maravilha.

O resto dos personagens da capa, nem apareceram na história, sei que o cara de roxo é o mexicano gay, Bunker, que tem o diferencial de ser mais "alegre" que os outros personagens homossexuais dos quadrinhos. Achei uma grande idéia, por que se a gente refletir um pouco, vai ver que o pessoal da "ala rosa" dos quadrinhos, não se comporta como a maioria dos gays do mundo real. Por exemplo, Apolo e Meia-Noite são extremamente contidos, e másculos, mesmo sendo um casal, nenhum deles tem trejeitos afetados. Isso é regra com todos os outros homens gays, tanto na DC como na Marvel. Com as mulheres então, isso é ainda mais diluído. Um pouco hipócrita, certo ? Fiquei feliz quando descobri que o Scott Lobdell iria explorar esse assunto, mas depois de ler a revista, e ver o mesmo autor começar uma baita polêmica quanto à sexualidade da Estelar (em Capuz Vermelho e Os Foras da Lei), não vejo como isso não acabar mal. Tratar de sexualidade, sem ofender ninguém, requer muito tato, muita sutileza, e o Lobdell não deve nem conhecer essa palavra. Prevejo mais polêmicas à frente.

será que... Sim, ele É

As outras duas mulheres (não exatamente) da equipe, eu não faço a menor idéia de quem sejam, então vou inventar explicações. Uma delas é uma nuvem preta com... estática ? Deve ser a filha do Lostzilla. A outra, tadinha, é uma aberração pior ainda, tem cabelo de espetinho, e uma porrada de patas de barata. Suponho que tenha sido mordida por uma centopéia radioativa. Mal posso esperar pra ver origem dessas personagens maravilhosas...

Como falei antes, Scott L. não tem nem um pingo de sutileza, e fez uma história porca de mais, sem nenhum espaço pra mistério ou expectativas, com uns diálogos mais manjados que o da novela das sete. Tim Drake descobre que uma organização super secreta conspira contra os adolescentes meta-humanos, resolve recrutar os alvos dos vilões, pra juntos combaterem o mal e blá, blá, blá. É impossível se identificar ou ter um mínimo de simpatia pelos personagens. Cassandra Sandsmark, a Moça Maravilha, é uma das personalidades mais clichês que já se viu, uma versão piorada da fórmula da Gail Simone: menininha sensível que tenta ser durona pra se proteger do mundo.

E a edição fecha com o plot mais reciclado de todos, nos empurrando direto pra revista do Superboy.


Brett Booth não desenha, o cara de tão ruim, comete crimes visuais em forma de desenhos. Certo, ele não é tão ruim como Liefeld, mas não entendo COMO um cara desses consegue emprego na DC. Se falta profissionais qualificados, os editores podem me ligar, que eu indico ao menos uma dúzia de amigos com mais talento.

Posso parecer tendencioso, mas a verdade é que essa é até agora, a pior edição do reboot; As outras revistas que falhavam no roteiro, compensavam com uma ou outra cena de ação bacaninha, mas Novos Titãs falhou em tudo. Por mim nem esperava quatro meses, já cancelava o título  agora, ou mudava urgentemente de equipe "criativa".

PS: Se eles são o primeiro grupo, por que se chamam "Novos" Titãs ? Deviam se chamar só Titãs, porra.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Deathstroke #1


Uns anos atrás li “Crise de Identidade” na fnac, e lembro vagamente de uma participação do Exterminador, dando conta sozinho de uma parte de Liga, ou algo assim. E eu curtia jogar com ele no Mortal Kombat VS DC Universe. Éra só isso que conhecia dele, tudo que eu sabia (sei) é que ele é o Deadpool sem o humor escroto (“mimimimi, mas o Exterminador veio antes”, EU SEI DISSO!). Então o que vou relatar aqui é basicamente minha primeira impressão sobre o personagem.

E na verdade acho que não tem muito o que falar, a trama é simples, típica história de mercenário, mas também mostra o drama do cara que tá ficando velho e todo mundo acha que ele não dá mais conta do serviço. O elenco de apoio serve para seu propósito (ser babaca).

Babacão, Babaquera e Babaquinha. Os Babacas Alfa.

Não sei se é porque sou leitor “novato” do personagem, mas não esperava que a história terminasse como terminou. Fui surpreendido e achei bão! E com esse cara querendo “se firmar no mercado”, acho que dá pra esperar coisa boa ae. Vamos torcer pra que Kyle Higgins seja tão fã de Garth Ennis como a gente! A arte de Joe Bennett “não é terrível”, só é foda ter que ver o Deadpool tirar a máscara e dar de cara com o Cable de barbicha...

Vai falar que um não é a cara do outro?

Mas isso sou eu falando. E vocês me dizem, curtiram? Ele tá muito diferente da versão pré-reboot ou continua na mesma? A impressão que tive é que optaram por fazer como em Homem-Animal e mostraram o personagem num estágio mais avançado de sua carreira. Afinal, se o Batman já agia na surdina antes do surgimento dos outros heróis, um mercenário também pode estar na ativa há muitos anos.

Resumindo, a Deathstroke #1 tem uma história simples mas promissora, certamente um dos títulos que vou acompanhar. E eu quero ver esse maluco enfrentar o BÁTEMA!

Senhor Incrível #01

Aí vai tudo que eu sobre o Senhor Incrível: É o terceiro cara mais inteligente do mundo, atleta de nível olímpico, usa uma máscara engraçada, e tem essas "i-esferas" que ficam flutuando na volta dele. Então, como podem notar, não sou um especialista no personagem. O cara fazia parte da Sociedade da Justiça, mas com o reboot, e a extinção do grupo, provavelmente deve ficar só em carreira solo.

o novo e Senhor Incrível
Justamente por ser um personagem mal aproveitado, vejo o reboot como uma ótima chance pro rapazinho crescer e ganhar alguma relevância no Universo DC. Mesmo já tendo lido um bom número de histórias da SJA, não lembro de ter visto nenhuma que se focasse nele, ou que mostrasse algo interessante e inovador sobre o personagem. Da velha encarnação, só vou sentir falta da jaqueta maneira que ele usava..

a finada jaqueta
Eric Wallace, seja lá quem ele for, fez um bom trabalho nessa primeira edição, "recachutou" mesmo o negão mascarado, com uma história aventuresca e inteligente, e de um clima meio "Wildstorm ligth" pro herói, que agora combate vilões metafísicos e tem uma fortaleza em algum lugar na nona dimensão (dizem que o aluguel lá ainda é barato). O Incrível, apesar de ser negro, nunca foi um herói usado pra levantar bandeiras politicamente corretas ou panfletarias, e felizmente isso não mudou. A etnia dele não é ignorada, mas também não sobrepõe sua personalidade. 

Pro traço do desenhista (Gianluca Gugliotta) casar perfeitamente com a história, só faltou um pouco mais de dinamismo nas cenas de ação. E acentuar mais os traços de fisionomia, pra diferenciar bem, negros e brancos.


Um ponto básico do personagem, e o único diferencial relevanete dele, é o de que, apesar de ser um super gênio, nunca reprime seu lado mais sentimental. Eu sei, parece meio gay, mas é a verdade; Lembram que o Raplh Dibny fala exatamente disso, em um das edições de Crise de Identidade ? Justamente por usar o emocional, junto com o intelectual, o Senhor Incrível às vezes tem idéias e pontos de vista que nem mesmo o Batman saca. 

Justamente por esse conceito, o vilão que dá as caras na edição um, é interessante, por que representa exatamente o oposto: uma força intelectual completamente desapegada dos sentimentos e da moral. Tô levando fé de que vai rolar umas histórias bem divertidas.

vocês lembram dessa vagaba ?
Fora isso tudo, quero agradecer publicamente, ao vizinho que tá usando uma furadeira barulhenta dos infernos, que me ajudou a não dormir enquanto eu escrevia esse post. Um beijo nas crianças, um aperto de mão para os homens, e até a próxima.  

Monstro do Pântano #01

Pobre Alec Holand, estudou, virou um puta cientista, desenvolveu uma fórmula bio-restauradora capaz de tornar até a Vila Nhocuné um terreno fértil, mas um incidente no seu laboratório fez o cara virar uma tocha humana, e caiu morto no meio do pântano. Do churrasquinho de gente que sobrou, surgiu o elo perdido entre o homem e o pé de repolho: Monstro do Pântano.* 

até um monstro tem namorada e
amigos, e você aí, lendo blogs
Por alguns anos o verdão teve umas aventturas não muito populares,  que só serviram mesmo pra dar o tom das histórias; Apesar de estar dentro do Universo DC tradicional, os roteiros tinham um clima bem mais sombrio, com elementos de filmes de terror B, com ficção científia e misticismo. Quando um inglês barbudo e drogado conhecido como Alan Moore assumiu o título, investiu bastante nessa temática, e  fez o Monstro cair na porrada com demônios, zumbis, lobisomens e fiscais do imposto de renda. Moore elevou o nível das histórias, e dos quadrinhos, como um todo, numa obra até então sem comparações; The Swamp Thing Saga, era um revista de horror perturbadora, com filosofia, ecologia e poítica, misturados perfeitamente, que juntas formam (na minha humilde opinião) a melhor obra do Bardo Barbudo

Tudo muito bom, e muito bonito, mas essas aventuras estavam ficando muito pesadas e maduras pro universo tradicional da DC, então, quando surgiu o selo da Vertigo, Monstro do Pântano e seu amigão Constantine, migraram pra lá, e desapareceram da terra do Superman. Ok, isso durou muito tempo, mas no Dia Mais Claro, Geoff Johns ressucitou o senhor das ervilhas, e o reintroduziu na linha tradicional.


A sinopse da nova revista é assim: Ao redor dos Estados Unidos, grandes quantidades de animais estão morrendo de súbito. No Arizona, a ossada de um mastodonte se levanta e sai andando. Enquanto isso, o recem ressuscitado Alec Holland pracisa descobrir o que sobrou da sua vida antiga, e o quanto vai precisar reconstruir. E, o Superman aparece, só pra dar um oi.

Já tinha ouvido falar do Snyder, por causa da mini-série "Portões de Gotham", mas não tinha sido apresentado pessoalmente ao rapaz. Que posso dizer ? Tem minha confiança logo de cara. Além de ter a sabedoria de não alterar a temática de ocultismo bizarro das histórias, conseguiu fazer isso dentro do mesmo universo habitado por personagens menos sombrios. A presença do Superman em algumas páginas, serve pra confirmar isso. Fiquei bem curioso pra saber como vai ser as relações do novo status quo do elenco, que mudou bem radicalmente. Só faltou dar umas pistas sobre o paradeiro de alguns outros personagens, como Abby (a única mulher do mundo, que beija um home-planta, sem cobrar nada), a filha deles Teffé (acho que nem deve existir mais), e os tiozinhos do Parlamento das Árvores**

SURPRESA!
Yanick Paquette também foi uma grata surpresa pra mim. Já não sei se a DC resolveu dar espaço pra artistas novos, ou sou eu que não entendo porra nenhuma. O caso é que Yanick (nome maneiro) manja muito nos desenhos, e em um ou dois painéis mais soltos, me fez lembrar do fodaço J H Williams III. E caso não tenham notado ainda, eu revelo: Os parágrafos sobre desenhistas são sempre curtos por que eu nunca tenho muito pra falar sobre eles, aí fico tentando encher linguiça. Desenhista é bom ou não, ponto. E o mano Yanick é um dos bons.

 É isso aí, amiguinhos, um título promissor, com um desenhista e um roteirista promissor, agora é só rezar pra que façam sucesso o suficiente pra não serem substituídos nos próximos quatro meses, igual vai acontecer com o J T Krul, que vai passar o Arqueiro Verde pras mãos da dupa Jurgens/Giffen. Parabéns campeão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Homem-Animal #01

 

Vocês conhecem o Homem-Animal ? Buddy Baker era um cara normal, o azar dele era viver no universo DC, onde invarialvelmente acontece algo bizarro na vida de todo mundo que protagoniza uma revista. Com ele não foi diferente, saiu com os amigos pra caçar e acabou sendo torrado pela radição de uma na alienígena, felizmente os aliens eram pacíficos (coisa rara) e resolveram reconstruir o corpo do cara, utilizando a tecnologia deles, e as pesquisas que estavam fazendo, sobre a fauna do nosso planeta. À partir daí, Buddy foi capaz de absorver as habilidades de animais que estavam à sua volta, e se tornou o Homem-Animal.
O personagem fez um sucesso mínimo, e acabou quase esquecido, até que o verdadeiro e absoluto detentor do título de "melhor escritor careca que já existiu", Grant Morrison, foi chamado pra fazer uma mini-série do cabra. A mini fez sucesso o suficiente pra se transformar em revista mensal. Nas vinte e seis edições que seguiram, as histórias do Homem-Animal falaram sobe ecologia, direito dos animais, e outros assuntos greenpecianos relevantes, tudo com uma carga esquizóide de ficção científia, terror e misticismo. Foi lendo essas histórias, que eu me tornei um fanboy, por isso o "A-Man", é um velho conhecido meu.


Grant Morrison criou o clima perfeito pra se contar histórias desse personagem, e foi seguido por escritores que vieram depois, gente competente, como Peter Milligan e Tom Veitch. Infelizmente nos útimos anos, isso estava se perdendo, e Buddy Baker estava praticamente voltando ao limbo. Então veio o reboot. 

Quando começaram a sair as primeiras notícias sobre o reboot, eu, e a maioria dos outros puritanos, torcemos o nariz. Contrataram um escritor meio desconhecido, um desenhista esquisito, e inventaram até um novo uniforme. Parecia o início de uma bela cagada. Mas eu e os puritanos estavamos errados.

A edição um, do novo, e rebotado Homem-Animal, começa com uma entrevista com o próprio. A página serve muito bem pra nos situar, ficamos sabendo que ele está se aposentando da carreira de herói, para se tornar ativista do direito dos animais, em tempo integral, e está atuando num filme de drama. Essa idéia, de usar outros meios pra completar uma hq, me fez ter boas lembranças, especialmente da época em que Alan Moore se preocupava mais em escrever quadrinhos, do que em posar como senhor absoluto da nona arte.


É complicado contar o que vem depois disso, por que falar de qualquer das outras cenas, pode estragar a surpresa de quem ainda não leu. Mas em termos gerais, é um alívio descobrir que Jeff Lemire resolveu se aprofundar nos conceitos mais clássicos do herói. Buddy é um cara com poderes, mas é diferente de qualquer outro super, sua identidade é pública, e a essa altura a sociedade vê ele como um rosto confiável. Além disso, ele é um pai de família, com dos filhos para criar, e tem dramas mundanos, como um Homem-Aranha adulto, entende ?

Jeff Lemire é praticamente um desconhecido, escreve a série "Sweet Tooth" pra Vertigo, mas ela é tão peculiar, que não serve de parâmetro pra nada. Não fazia idéia do que esperar dele. Mas o cara é mesmo um prodígio, o modo como consegue mostrar personagens profundos e cheios de humanidade, em míseras 22 págias, é incrível. E o cara manja de construir cenas nojentas.

Já o Travel Foreman, é mais um desses desenhistas que eu nunca tinha ouvido falar, e aparentemente surgiu do nada. Que se pode dizer ? O traço dele é bem fora do comum, normalmente não me agradaria, mas como valoriza os traços de expressões faciais, e a anatomia humana mais realista, ajuda muito a contar a história. É ótimo saber que a DC ainda contrara artistas que não seguem o padrão Jim Lee.


No mais, fiquei bem ansioso pra seguir lendo essa série, é bom ter uma surpresa agradável, e sair do padrão super heróico raso, só pra variar. Vou esperar pra ver qual vai ser a próxima aventura bizarra em que Buddy vai se meter,  como a Ellen vai reagir, qual vai ser o próximo desenho da Maxine, e descobrir quando Cliff vai começar a fumar maconha. Tudo como nos velhos tempos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Homens de Guerra #01

Sargento Rock e a Compania Moleza! Nem eles escaparam dos pérfidos tentáculos da rebootagem. Bem, mais ou menos. Men of War não é sobre os soldados durões que se metiam em missões suicidas durante a Segunda Guerra. A onda é a modernidade, o pessoal tá cansado de nazistas e Adolf Hitler, por isso, o que rola é que vamos acompanhar a vida do neto do Sgt. Rock original, Joseph Rock.

Call of Dutty style

Joseph é "o cara", o típico soldado protagonista, desrespeita ordens de superiores, não recua e sempre resolve as paradas, e claro, tem uma cicatriz no rosto. Certo não é assim tão ruim quanto parece, exceto por esses clichês, quase que obrigatórios pra uma boa história de guerra, o resto corre bem. 
O título é perfeito pra atrair novos leitores, de qualidade, com um cenário atrativo (todo mundo adora a guerra), um traço bacaninha, bastante ação e uma dose leve de drama. Não entendi exatamente que rumo a revista vai tomar, se vai ser espionagem paramilitar com elementos de quadrinhos de supers envolvidos (o Greg Rucka fazia isso muito bem em Xeque-Mate) ou algo mais "radical" tipo, Esquadrão Suicida e Sexteto Secreto, só que com soldados caindo no pau com os vilões. De qualquer forma, parece um título promissor..

é como eu me sinto, de ressaca
A revista é dividida em duas histórias, a primeira com roteiros do Ivan Brandon, e desenhos do Tom Derenick, que mostra como o novo Rock ganhou o posto de Sargento. A sacada de fazer as primeiras páginas quase que em preto e branco, e carregar no azul do olhos do Rock, é meio gay, mas ganha uns pontos pela criatividade (não que eu não tenha visto em Sin City, mas, vamos dar um desconto). Outra idéia interessante é mostrar, da visão do homem comum, as consequencias de uma porradaria entre super humanos. Já vimos várias vezes o Superman caindo no pau com vilões fodões, mas nunca mostraram a visão dos coitados dos moradores de Metrópolis. Agora, imagine essa briga acontecendo no meio de um campo de batalha. É massavéio pra caramba, mas é muito divertido.


Só faltou se aprofundarem na personalidade do protagonista, mas a edição dois promete resolver isso. Então tá tudo bem. 

Na segunda parte da revista, surgem Os Fuzileiros Navais, com uma história bem mais realista, definitivamente resgatando o estilo das antigas histórias de guerra da editora. Até suspeito que desenhista (Phil Winslade) seja veterano das hqs, por que o traço e a narrativa dele, tem um ar muito oldschool. 

mais um dia no front
Jonathan Vankin (roteirista) nos mostra o clima tenso das zonas de conflito urbano, de algum país sem nome, que claro, fica no oriente médio.É uma história sobre como nas trincheiras, bom e mal, são só uma questão de ponto de vista .Não tem como dizer mais que isso, por que é uma história curta.

O caso é que já tá tarde pra mim, meu café acabou e tenho muito trabalho pra daqui a poucas horas. Se puderem, procurem ler essa edição, é uma das poucas que eu realmente recomendo. E depois vá jogar seu FPS favorito.