quinta-feira, 14 de março de 2013

Batman - Death by Design



Uns meses atrás, entrei no Comics Alliance, e todo mundo lá parecia feliz por Chip Kidd estar escrevendo uma nova e possívelmente fantastica graphic novel do Batman. Tudo bem por mim, exceto por eu não fazer idéia de quem diabos era Chip Kidd. Lembro de ter pesquisado um pouco na época e ter ficado um pouco decepcionado por ele não ser um garoto chimpanzé. Na verdade, o cara é um capista conhecido e um grande fã dos personagens da DC, em especial, do Batman.


Não é o Chip Kidd, mas quem se importa ?

O tempo passou, os piratas fizeram seu trabalho, e nesse exato momento, acabei de ler o meu scan de Death by Design. A história se passa numa Gotham da Era de Ouro, com toda aquela classe e extravagância dos anos 20, com algumas tecnologias que certamente não existiam na época (e nem hoje), como um pulp urbano, que o proprio Batman já tinha esperimentado na animação clássica do Bruce Timm. Para entrar no clima, eu recomendo que vocês relembrem a introdução mais bolada dos desenhos da DC.



O ano é 1920ealgumacoisa e a cidade de Gotham esta dividida por conta do projeto de revitalização, que pretende derrubar a  (nem tão) boa e (muito) velha Estação Central Wayne, uma versão gótica art noveau e gigante da Estação da Sé. Bruce Wayne é o homem por trás do novo projeto, disposto a livrar a cidade da querida e inútil estação, pra trazer ao mundo algo não menos romântico, mas mais funcional; do outro lado temos Cyndia Syl (que porra de nome é esse ?) uma "preservacionista urbana" lutando a salvar o lugar. Mas então POW, um guindaste cai do céu, e as coisas começam a ficar mais complicadas. O acidente poderia ter sido uma tentativa de assassinato ? Existiriam interesses escusos por tras da demolição da estação ? O Coringa vai aparecer em algum momento ? Estamos em Gotham, então, claro que a resposta pra tudo isso é um grande "SIM".


Batman observa a queda do Beetlejuice maneta 

É sempre uma merda voltar ao velho ritmo quando fico tanto tmpo sem escrever, vocês sabem, então, o que mais posso comentar  ? A arte, do tal Dave Taylor é realmente muito boa, e eu só posso imaginar quanto trabalho ele teve pra desenhar todas as cenas grandes, em especial os painéis com visão panaorâmica da cidade. O "design" do título da história não é em vão, toda apresentação da revista é muito bem pensada nesse sentido, os próprios predios ganham personalidade e voz através de personagens como o jornalista Richard Frankn e o sindicalista Bart Loar. A composição dos quadros também brinca um pouco com a estrutura básica das hqs, e faz isso de uma forma tão naturalista, que corre o risco de você nem notar. E o note que  o novo vigilante mascarado da cidade também é uma espécie de brincadeira com as estruturas básicas da personalidade do próprio Batman.

Enfim, baixem, comprem, roubem. E depois que fizerem isso, me expliquem por que o Coringa estava nessa história.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Frequencia Global


Você está na Freqüência Global ? Situações drásticas pedem medidas imediatas. Imagine uma policia composta por 1001 especialistas em diversas áreas, de prontidão, para agir em todo o canto do planeta. Essa é a Freqüência Global, uma organização policial formada por civis sob o comando de uma mulher misteriosa chamada Miranda Zero. Todos os agentes da Freqüência Global estão espalhados pelo mundo, conectados somente por um celular e a uma garota chamada Aleph, responsável pela comunicação e interação de todas as pessoas que compõem a agencia.



A área de atuação da Freqüência é quando não há mais nada no mundo que possa fazê-lo. E isso vai desde atentados terrorista na roda gigante de Londres, uma invasão alienígena viral e até mesmo um ciborgue louco e homicida. E o sucesso da agencia está exatamente no imediatismo de suas ações e diversidade de especialistas atuando na área.



Escrita pelo inglês Warren Ellis e lançada pelo selo Wildstorm em 12 edições, Freqüência Global é uma HQ de ficção cientifica poderosa. Cada edição da Hq é fechada, portanto não é necessário seguir uma ordem linear para entender o que se passa na trama. Uma curiosidade apenas: Freqüência Global não é uma historia de protagonistas únicos, Ellis deixa isso bem claro nas edições. As personagens de maior presença são Aleph, que é a única personagem que aparece em todas edições e Miranda Zero que faz aparições ocasionais. O texto objetivo e detalhado de Ellis nos leva a uma das melhores e mais provocantes ficções já escrita nos quadrinhos. A arte de cada edição é feita por nomes consagrados e conhecidos na hqs como: Glenn Fabry, Steve Dillon, Dave Lloyd entre outros. Quando seu celular tocar e Aleph te perguntar “Você está na Freqüência Global?”, estará pronto para tal chamado?.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Goddess (mini série)



Primeiro uma sinopse: Rosie é uma bela garota ruiva irladesa que caminha alegre pelas pradarias escocêsas quando de repente tem um piripaque e causa um terremoto que separa a Escócia do Reino Unido. Ela começa a manifestar alguns poderes estranhos, entre eles o de empatia com animais, transmutação de seres vivos e explosão expontânea de terceiros. Só que quando ela manifestou seu poder pela primeira vez, um satélite norte-americano captou tudo e a identificou, e agora ela é fugitiva de um agente linha dura da CIA, e de policiais britânicos psicóticos sedentos por vingança e sangue. Sendo assim, Rosie e seus amigos cruzam o mundo procurando um lugar seguro onde não vão encontrar ninguém querendo foder com eles.

Lembra quando eu comentei que as coisas melhoram na segunda edição em relação a primeira, e que provavelmente a leitura ia engatar? Então, ela engata, mas nem tanto assim.

Talvez o problema seja eu mesmo, eu não sou grandes fã do Garth Ennis. Gosto de algumas paradas que ele fez, como Soldado Desconhecido, Justiceiro, as 10 primeiras edições de Preacher... mas no geral eu acho ele um cara repetitivo. Essa mini-série foi lançada pela primeira vez em 1995, e desde lá já consegue-se identificar vários personagens que iriam aparecer em outros trabalhos dele. Temos o cara escroto porém carismático (Mudhawk, o metaleiro da capa), o fracote chorão que se vê na situação inusitada (Jeff, um babaca apaixonado pela Rosie), a mulher forte e durona idealizada (Samanta, que é uma mulher forte e idealizada) e Rosie. Rosie consegue os poderes dela de forma muito semelhante às formas que Jesse Custer e a Pro conseguiram. Rosie é o único personagem que é de fato bem desenvolvido na história toda, todos os outros são rasos e de uma nota só. Em suas viagens, o grupo sai de uma cidade costeira da Inglaterra e vai pro Rio de Janeiro, Nova Iorque, Polo Norte e Alaska, e sempre muita coisa acontece em volta de todos. Ainda assim você acaba com a impressão de que... nem tanta coisa assim aconteceu, tudo é sem propósito, os tiroteios, as escapadas, as piadas forçadas... a cena mais memorável pra mim é quando o grupo está preso no Polo Norte e Rosie convence uma baleia a rebocá-los até o Alaska, enquanto ela faz um mini sol pra aquecê-los.

Só pra constar, Rosie como diz o título é uma deusa.

Não diria que é muito ruim, mas não é bom também. Chega a ser chato, tem personagens com grande potencial que me pareceram desperdiçados.

A arte é boa, e as cores também são muito bonitas, mas fica por aí.

Ficae com 2 de 5. (e tá de bom tamanho)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aves de Rapina #01

Ok. Desculpem! Demorou, mas achei tempo/inspiração pra escrever sobre mais uma das revitas do reboot.
Imagino que até o fim de 2017, concluo a empreitada.


As Aves de Rapina sofreram uma mudança drástica com o reboot, na verdade, o grupo bem poderia ter mudado de nome, que não faria muita diferença. Na última fase, na velga DC, o grupo era formada por: Zinda (Lady Falcão), Caçadora, Canário Negro, e Oráculo. Como já comentei antes, e todo mundo tá paraplégico de saber, Oráculo/Batgirl/Barbara Gordon, na nova cronologia, se recuperou do ferimento da coluna e (aparentemente) nunca se tornou a hacker cadeirante,  líder das Aves. Só isso já pode ser considerado uma grande mudança no status quo, mas a coisa vai além; Agora, as minas são lideradas pela Canário Negro (num uniforme que eu não curti), são caçadas como criminosas (como metade dos supers do novo UDC), e tem/vão ter uma conhecida criminosa entre elas: Hera Venenosa.


A Caolha, quando viu a capa com a Hera, levantou a hipótese de na verdade ser a personagem Rosa/Espinho; Uma personagem bem obscura da DC (aparecia em história na revista da Lois Lane, meu Deus!), que teve sua origem recontada numa mini-série em 2003. É uma personagem bem interessante, com personalidades múltiplas, cada uma com um nome e uma emoção que a domina. Por exemplo, Rosa é uma mulher tímida e muito educada, meio songa monga, e Espinho é uma fêmea putona com uma preferência por cortar e rasgar homens maus. No fim das contas, a minha guria tava errada... E eu fiquei com a sensação de que ela escreveria uma revista melhor do que a que foi publicada.

Nessa primeira edição só vemos a Canário e a Starling agindo. E quem diabos é essa Starling ? Tentei  consultar outros fanboys (mentira), meus gibis (mentira) e o Googlee (verdade) e tudo que aconteceu  é que fui enviado pra links sobre coisas totalmente sem sentido e descobri que tem um cara chamado KOBA, no Restart. Minha suspeita é que essa Starling (que não é Clarice), seja do selo da Wildstorm,  ou tenha sido criada pro reboot. A mulé tem uma personalidade meio bobinha e clichê, pra estrelar sonhos molhados de nerds obesos, mas admito que gostei do visual Suicide Girl, dirigindo uma caranga  vintage e metenndo tiro de luger na cara da negada; Fica uma esperançazinha de construirem uma boa personagem,

A história também tem uma participação relâmpago, da Barbara Gordon, que funciona pra explicar como ela e essas novas Aves se relacionam. O diálogo não revela nada sólido, mas já foi dito pela DC,  que  em breve Batgirl e as outras moças, vão sair na porrada (esperamos que seja só de biquini, e no gel).



De resto, as páginas são completas com uma briga contra caras invisíveis e uma pessoa EXPRUDINDO. O  plot deixa um bilhão de pontas soltas (propositais) e da pra fazer várias ligações, seguindo um pouco de lógica; A trama sugere uma parada com nanobots, o que leva direto pra a edição #01 de Falcões Negros; Além disso, os caras invisíveis me lembraram os vilões que apareceram na revista do Flash. E os vilões do Flash, me fazem lembrar os soldados bucha de canhão da NOWHERE, que está presente em mais de uma revista (tipo Superboy e Titãs). Juntando tudo numa grande teia de conspiração, teríamos um terreno fértil e muito bem elaborado... Mas isso seria esperar de mais da Nova DC. No fim, deve ser só minha imaginação indo muito além.

No mais; Diálogos medianos e desenhos competentes. Só lendo mesmo pra dizer qualquer coisa consistente.

Só fica uma certeza: Ter a Espinho na equipe seria muito mais legal.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jean Grey School For Higher Learning

Post relâmpago: depois da Cisma dos Hóme-X (X-Men: Schism), Ciclope se mantém com alguns mutantes na ilha de Utopia, enquanto Wolverine junta um outro bando e inaugura a Jean Grey School For Higher Learning, no velho terreno de Westchester. No final da primeira revista da nova fase, Wolverine & The X-Men #01, temos um folder da escola, contendo a lista de disciplinas, atividade extra-curriculares, etc. É que o folder ficou tão divertido que eu ia postar lá no twitter pra vocês verem, mas como o link se perderia em 10 minutos, resolvi colocar aqui, vale a pena dar uma olhada!

Crica (depois clica Show Original) que cresce!

É isso aí, boa quinta-feira pra vocês!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A volta da que nunca foi

Eu demorei pra fazer esse post, e a notícia acabou ficando velha, mas vou colocar aqui, pra deixar registrado.


Os mano do Bleeding Cool, sacaram que a mulher misteriosa que desapareceu da capa da LJI #01 , era "nada menos e nada menos" do que a grande Alexandra Gianopoulos, a grega que apareceu em Gladiador Dourado 45#, durante o evento Flashpoint. A mué é uma meta-humana, mas não da pra dizer muito, na edição só mostra ela avuano;


É isso então. Eu sinceramente preferia quando ela era só uma personagem que sumiu sem deixa rastros, era mais romântico. O caso é que a vagaba vai se juntar em breve à equipe, como mostra a capa da edição #05


Sabe o que seria maneiro ? Se ela sumisse dessa capa e colocassem a Godiva no lugar dela, de novo!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Flash #01

Oi, meu nome é Roger.

Faz algum tempo já que o Banned tinha me mostrado esse blog novo dele de resenhas, mas como ele tava com a vida meio atribulada eu não sabia de verdade se ia pra frente. Ontem conversando eu perguntei pra ele a respeito da Action Comics 01 do novo universo DC, e ele me respondeu com um "claro, até resenhei". Ok, ele pode ter resenhado, os colaboradores estão presentes, mas fica a pergunta no ar ainda, "vai pra frente esse blog?".

Não sei, blogs são uma mídia tão descartável quanto embalagem de hamburguer do McDonalds. Uma coisa é certa, faz tempo que eu não resenhava nada e me convidei pra fazer parte do expediente do blog. Talvez no final das contas esse blog não vá mesmo pra frente, afinal não é minha presença aqui que vai garantir a longevidade. Sou só mais um graveto nessa fogueira.

Pra começar vou resenhar Flash 01 do novo universo DC. Acho que entre os lançamentos, essa era a que mais me despertou curiosidade. Tem outras que eu quero ler pra dar meu pitaco, mas eu sempre gostei dos velocistas da DC. Na época que era leitor assíduo, comprava Novos Titãs muito mais por conta das histórias do Flash (saudosa era Waid) do que os outros fillers ou mesmo os... novos titãs. O problema é que meu Flash é o Wally West. Durante anos eu vi o Barry Allen como herói caído em glória, que se sacrificou pelo multiverso, que era um exemplo pra todos os outros velocistas e inspiração pro Wally West... agora na nova DC não tem Wally West (por enquanto pelo menos) e voltamos ao Barry Allen como Flash principal.

Será que gostarei? Vamos à edição então:


A história começa com Barry tendo um encontro com uma garota do serviço dele, em uma feira de ciências. Pode parecer estranho, mas não é tão estranho quanto um encontro numa feira de anime por exemplo... enfim, a feira corre bem até que soldados high tech atacam sem mais nem menos. *CLICHÊ DETECTED*



Ok, um ponto aqui. Todo mundo malhou os uniformes novos que o Jim Lee criou, mas eu ainda não falei nada. Repara ae, o anel solta placas (que parecem ser rígidas?!) que se colam no corpo do Flash, formando algo como uma armadura maleável. O uniforme nem é tão diferente assim do antigo, não fossem essas linhas. Que não têm nenhum propósito. É a mesma coisa, só que diferente. Menos mal, pra falar a verdade, o uniforme do Flash sempre foi um dos melhores da DC, se mudassem demais ia dar em merda.

Voltando à história, Flash tem uma luta breve com os soldados, que conseguem fugir. Menor por um, que fica pra interrogatório. E Flash tem a visão de Iris West. Tia do Wally, e futura esposa do Barry. É a primeira vez que se vêem aparentemente.


Depois de alguma investigação descobrem que o criminoso que ficou pra trás (morto) é alguém do passado do Barry, e chega de falar da história que se desenvolve a partir daí e acaba num cliffhanger típico da DC.

Foi bom? Foi regular. Nada surpreendente, em nenhum aspecto mesmo. Roteiro padrão de começo de arco, cheio de lugares comuns, arte ok, colorização meio aquarelada demais pro meu gosto. Eu não sei se o problema é com o Barry Allen mesmo, será que eu ia gostar mais da história se fosse com o Wally West de protagonista? E pra que ser tão didático? Pra que explicar tanto as coisas, como se os leitores não fossem familiares com os personagens e o universo todo.

Eu sei que o que a DC quer mesmo fazer com as novas 52 é apresentar um universo fresco e novo, pra arrumar novos leitores. Só que quando eu comecei a ler quadrinhos, não precisei de nenhuma apresentação detalhada pra me manter lendo. O que me prendeu foram BOAS HISTÓRIAS. Se essa história saísse numa Novos Titãs dos anos 90, será que eu tevia me tornado um fã do Flash, ou teria ignorado o personagem junto com os outros fillers que eu nem lembro mais o nome?

E será que eu quero ler a segunda edição? Bom, pra falar a verdade quero. O gancho no final da história me deixou mais ou menos curioso. Mas será que eu tou babando de curiosidade, ansioso em saber?

Não.